Áreas
de atuação: Marketing, Marketing Educacional, Comportamento do Consumidor e
Negócios Internacionais
Consultor
de Marketing Educacional e Pesquisa Científica
Em universidades particulares de
vários Estados do Brasil
Professor
orientador no Mestrado em Administração
UNIFOR
- Fortaleza - Ceará – Brasil
Diretor da Industria Gigaplast
GIGAPLAST
- Morungaba - São Paulo – Brasil
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Artigo inédito.
Marketing
pessoal ou moda?
Parece que foi descoberta uma nova fonte de renda oriunda, na maioria das vezes, de trabalhadores que almejam posições mais financeiramente confortáveis. Parece natural que, em um país com tamanhos desequilíbrios sociais, em que a saúde está tristemente dependente somente da fé, onde os livros de auto ajuda fazem milionários, apareçam especialistas em melhorar a imagem pessoal. Obviamente existem exceções, mas, na maioria dos casos, só fazem confundir mais a já estressada mente de seus consulentes. Confusão essa que acaba por desinstruir, desinformar, atrapalhar, e criar preconceitos.
A maior vítima desse desvio ocasionado por essa onda de marketing pessoal é a própria área do marketing. A palavra "marketing", de origem inglesa, foi adotada inicialmente por empresas, com fins lucrativos, que buscavam técnicas para melhorar sua atuação no mercado. Ao mesmo tempo em que atendiam as necessidades dos clientes obtinham o resultado financeiro almejado. Pode-se dizer que atuação de marketing seja uma forma de "administração estratégica" ou seja, utilização de atividades, técnicas, informações, adequações, pesquisas, metas e objetivos que possibilitem alcançar o resultado esperado. Um resumo grosseiro para marketing poderia ser: "atividades estrategicamente definidas e aplicadas que facilitem trocas".
Dessa forma o marketing passa a ser uma ciência que pode ser utilizada, além das empresas comerciais convencionais, também em qualquer área de atuação, ou seja, pode-se utilizar estratégias de marketing em instituições sem fins lucrativos tais como escolas, igrejas, fundações, organizações governamentais ou não, no marketing pessoal e em outras formas menos usuais tais como no relacionamento afetivo, isso mesmo, dá para usar marketing até para namorar.
Existe uma forma prática de visualizar a atuação do marketing, podemos dizer que o marketing é composto de, essencialmente quatro grandes áreas: o produto, o preço, a divulgação e o local de atuação. Considera-se também o ambiente em que se pode atuar com o marketing, ou seja, o ambiente interno, em que o profissional ou a empresa podem realizar modificações, e o ambiente externo que influencia as decisões estratégicas da empresa e recebe influência dessa. A grande confusão que se faz em relação ao marketing e principalmente ao marketing pessoal refere-se à sua forte vinculação com a publicidade e com a imagem, tanto da empresa quanto do profissional.
A adequação correta das estratégias de marketing empresarial no marketing pessoal deve considerar todas as quatro grandes áreas de atuação do composto de marketing. O produto pode ser traduzido em serviço oferecido e tudo o mais que envolve esse serviço, como a qualificação do profissional, a pontualidade, suas eficiência e eficácia, a atualização, adequação às necessidades do cliente (o empregador), sua experiência profissional, sua "inteligência emocional" ou capacidade de relacionamento no grupo, seu espírito empreendedor e criatividade. O preço deve ser entendido não só pela remuneração recebida, mas por todos os outros benefícios diretos e indiretos tais como oportunidade de crescimento, tempo para o laser, qualidade de vida e satisfação profissional. A divulgação (também tratada por publicidade) não é mais nem menos importante do que as outras quatro áreas, deve ser portanto tratada com muito cuidado e bem dosada, assim como qualquer produto que se expõe demais ou de menos, o profissional pode causar uma super exposição tornando-se desagradável, ou então se esconder em seu dia a dia sem ser notado por ninguém (leia-se outro empregador). Finalmente o local de atuação (também tratado por ponto), não se limita somente ao local de trabalho que deve ser mantido com esmero ainda que simples (parece óbvio), mas estende-se também para a apresentação pessoal, para a eliminação de manias e cacoetes, correção de sotaques acentuados, para a apresentação e entrega do serviço.
A natural evolução do mercado com o surgimento de consumidores mais esclarecidos e conscientes somado à grande preocupação com as questões ambientais levou os especialistas em estratégias de marketing a adequar suas técnicas, realizar pesquisas e desenvolver novos métodos de atuação que levaram ao surgimento de uma nova e extraordinária evolução do marketing chamada de "marketing societal". Enquanto o marketing tradicional foca apenas as trocas imediatas, o marketing societal preocupa-se também com as conseqüências a médio e longo prazos em virtude dessas trocas, tanto para com o cliente, para com a sociedade e o meio ambiente.
Então, se marketing é tudo isso, porque o marketing pessoal se concentra mais na imagem e na divulgação do profissional? Deve ser porque está na moda. : -(
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(c) Direitos Reservados: Alípio Ramos Veiga-Neto
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O Prof. Alípio Ramos Veiga-Neto é professor de Marketing e Psicologia do Consumidor no Centro Universitário Salesiano - UNISAL e professor de pós-graduação no mestrado Ad Homines. Doutorando em Psicologia do Consumidor e Mestre em Psicologia Educacional pela PUC-Campinas tem pós-graduação em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM. Possui cursos e treinamentos realizados na Austrália, Argentina e Chile. É consultor de marketing educacional e desenvolvimento da pesquisa científica em universidades de vários Estados do Brasil. Desenvolve pesquisas, realiza palestras e treinamentos em aplicação de estratégias de marketing com orientação societal. |