Áreas
de atuação: Marketing, Marketing Educacional, Comportamento do Consumidor e
Negócios Internacionais
Consultor
de Marketing Educacional e Pesquisa Científica
Em universidades particulares de
vários Estados do Brasil
Professor
orientador no Mestrado em Administração
UNIFOR
- Fortaleza - Ceará – Brasil
Diretor da Industria Gigaplast
GIGAPLAST
- Morungaba - São Paulo – Brasil
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Análise Transacional
Fonte: http://www.doctorbbs.com/inteligencia/transacional.html
A Análise Transacional nos fornece um modelo descritivo do funcionamento da personalidade humana que nos permite compreender de forma simples e objetiva como nosso Ego se comporta em diferentes circunstâncias.
EGO:
Ego é a denominação usada para representar o todo da personalidade, que se manifesta na forma como sentimos, pensamos, agimos, reagimos e nos relacionamos.
ESTADO-DE-EGO:
O Ego pode assumir diferentes estados de acordo com as necessidades de cada momento e de acordo com a maneira como estamos programados para nos conduzir diante de cada situação.
Nós possuímos três estados-de-ego que são fontes separadas e distintas de comportamento. Os estados-de-ego são denominados coloquialmente de Pai, Adulto, Criança (usamos iniciais maiúsculas quando nos referimos a um estado-de-ego ou, abreviadamente, P, A, C para distinguir de pai, adulto e criança no sentido comum das palavras).
ESTADO-DE-EGO PAI: Contém as atitudes e comportamentos incorporados de fontes exteriores, primordialmente os pais biológicos. Se revela em pensamentos e comportamentos típicos de figuras paternas (pai e mãe) expressando autoridade, na forma de críticas e repreensões, e apoio ou proteção. Interiormente é percebido na forma de mensagens que continuam a influenciar nosso comportamento ao longo da vida.
ESTADO-DE-EGO ADULTO: Está orientado para a realidade, coleta e processamento objetivo de informação. É organizado, adaptável, inteligente, e funciona testando a realidade, avaliando possibilidades e decidindo racionalmente.
ESTADO-DE-EGO CRIANÇA: Contém todos os impulsos que aparecem normalmente em uma criança. Também recordações de experiências remotas e condicionamentos.
- ESTADO-DE-EGO PAI:
O Pai é formado por incorporações de atitudes e mensagens dos pais e de todas as pessoas significativas da infância que correspondam afetivamente a uma figura paterna: avós, tios, irmãos mais velhos, professores, etc. Algumas mensagens parentais são encorajadoras, outras ao contrário. Podem ser positivas ou negativas funcionando como permissão ou proibição, incentivo ou desestímulo, valorização ou desvalorização.
- ESTADO-DE-EGO CRIANÇA:
A CRIANÇA é formada pela parte da personalidade que permanece eternamente funcionando como uma criança real, é um resíduo da criança que todos fomos um dia. Cada pessoa tem uma infância singular, portanto a CRIANÇA de cada um é diferentemente estruturada. A Criança contém as emoções e os correspondentes psicológicos do corpo (sensações e imagem corporal) inclusive a sexualidade. É o centro energético, criativo e motor da personalidade. A criança é depositária dos aspectos profundos e íntimos da personalidade e constitui sua única parte autêntica, tudo o mais dela é derivado.
- ESTADO-DE-EGO ADULTO:
O Adulto é o estado que torna a sobrevivência possível para o ser humano civilizado. Age basicamente através do teste de realidade, seleciona racionalmente as ações mais efetivas e as que devem ser seguidas por condicionamento (filtragem). É capaz de reavaliar conceitos e modificar atitudes de acordo com as necessidades das circunstâncias reinantes. É dotado de autonomia e capacidade de decisão. As funções de teste de realidade e estimativa de riscos servem ao propósito de minimizar a possibilidade de fracasso. A qualidade das decisões depende não só da inteligência da pessoa mas, também, de quão bem informado está o Adulto (que é o depositário de nosso conhecimento objetivo, técnico, científico e avaliador da experiência) e de quão bem é capaz de selecionar e usar as informações e influências do Pai e da Criança.
O Adulto é o executivo da personalidade. Um Adulto saudável deve ser livre das influências negativas ou irrelevantes do Pai e da Criança. Ele pára, olha e ouve por si mesmo, pensa antes de agir e assume total responsabilidade por seus pensamentos, sentimentos e ações. Um adulto saudável também é capaz de permitir que o PAI ou a CRIANÇA assuma o controle da personalidade quando for adequado às circunstâncias, mantendo-se vigilante para assumir o comando sempre que necessário.
SUBESTADOS-DE-EGO:
Cada estado-de-ego possui três sub-divisões ou subestados que são adotados de acordo com as circunstâncias.
SUBESTADOS DO PAI:
PAI PROTETOR (PP):
Contém as atitudes do Pai do tipo protetoras, tais como: atenção, compreensão, apoio, incentivo, orientação, consolo, atendimento à saúde, cuidados em geral, orientação, elogios, valorização, permissão.
Exemplos: "Você está cansado, porque não deita um pouco?" "Deixe que eu lhe faço uma massagem onde dói." "Não brinque no meio da rua, é perigoso".
PAI CRÍTICO (PC):
O PC reúne os aspectos moralistas, julgador, punitivo do pai. Trata de apontar os erros, aplicar castigos, fazer proibições e estabelecer limites. É a instância que introduz a idéia de culpa e os valores sociais básicos, do certo e do errado.
Exemplos: "Só pode brincar depois de fazer as lições". "Não minta, mentira tem perna curta". "Não quero saber de conversa na aula hoje".
Tanto o PP quanto o PC possui aspectos positivos e negativos. A proteção é até certo ponto necessária e adequada. É a proteção do Pai que dá à criança a sensação de segurança e confiança que vai acompanhá-la, ou não, ao longo de toda a vida. A proteção se torna negativa quando excessiva (super-proteção) de forma a atrapalhar o crescimento emocional e instrumental da criança impedindo o desenvolvimento de um Adulto autônomo. A proteção e o apoio são adequados quando se restringem às áreas que ainda estão foras do domínio do indivíduo ou para as quais este esteja incapacitado transitoriamente. A regra básica é não fazer nada que a criança já seja capaz de fazer por si mesma (a menos que seja uma carícia eventual). O PC se torna negativo quando excessivamente rígido, agressivo ou punitivo. O aspecto mais negativo do PC costuma ser, também, denominado de Pai Bruxo, o qual reúne as atitudes do Pai que incutem culpa excessiva, medo e dúvida aterrorizando a criança acima dos limites que ela pode suportar. Muitos problemas de personalidade são devidos a distorções do Pai dos pais. Pais muito críticos geram uma criança tímida e retraída. Pais super-proterores tornam a criança dependente e insegura. Pais afetivamente carentes geram uma criança culpada. Pais omissos ou ausentes deixam a criança confusa. Pais muito exigentes e perfeccionistas geram uma criança indecisa, hesitante. E assim por diante.
PAI PRECONCEITUOSO:
Esta instância do Pai reúne as idéias pré-concebidas que tendem a se tornar pontos de inflexibilidade do caráter que dificultam a mudança. É o caso dos preconceitos raciais, religiosos, classistas e machistas ou feministas, tipo: "Homem não chora", "Lugar de mulher é na cozinha", "Os homens são todos iguais", "Mulheres são menos inteligentes", "Todo homem é infiel", "Homens não sabem cuidar de crianças", "Mulheres dirigem mal". Há um caso extremado de distorção do Pai, é o famoso dono-da-verdade, ou sabe-tudo, que não aceita divergência ou questionamento. Adota atitudes tais como: "Aqui quem manda sou eu". "É assim que eu quero, e está acabado", "Eu sou assim e pronto", "Assunto encerrado", "Não me responda". Estes pais tendem a gerar comportamentos diferentes e extremos de acordo com o temperamento básico da criança: o extremamente rebelde, desafiador, revoltado, ou o oposto, extremamente submisso e obediente, o concordino. No primeiro caso a rebeldia passa a ser a única forma viável de alcançar autonomia. A submissão se torna uma forma de dependência aliada a um sentimento de incapacidade para a autonomia.
SUBESTADOS DA CRIANÇA:
CRIANÇA LIVRE OU NATURAL ( CN):
A CN é formada pelas características primárias de uma criança virgem de influências sociais. A CN é livre, impulsiva, expontânea, intuitiva, alegre, divertida, brincalhona, criativa, age e reage na busca do prazer e da satisfação das necessidades instintivas. A CN também se manifesta de forma positiva ou negativa. A CN sem limites, insuficientemente socializada, se torna inconveniente, desrespeitosa, inconseqüente, não sabe conter seus impulsos (age primeiro, pensa depois), não sabe a hora de interromper a brincadeira.
CRIANÇA ADAPTADA OU SUBMISSA (CA):
Esta instância da Criança surge como resultado da aplicação dos instrumentos sociais de repressão, imposição de limites, introjeção de normas, proibições, princípios de ordem, respeito às leis e à autoridade. É obediente , cordata, dócil, gentil, bem comportada. É o aspecto socializado, domesticado da Criança. O aspecto negativo da CA é a Criança Submissa (CS) a qual é resultado do uso inadequado, excessivo ou abusivo dos métodos de socialização. A CS é demasiadamente medrosa, tímida, insegura, confusa, dependente, sempre em função das distorções do Pai das figuras parentais da infância, PC ou PB excessivamente rígido. Este é o caso da maioria dos transtornos emocionais genericamente conhecidos como Neuroses.
CRIANÇA REBELDE (CR):
Contém os comportamentos da criança que são provenientes das partes mais primitivas da nossa estrutura neurológica, estruturas estas chamadas de reptilianas, pois permanecem iguais ao cérebro dos répteis. Contém impulsos agressivos violentos de ataque ou comportamento defensivo de fuga e evitação, usados da luta direta pela sobrevivência. É esta instância da criança que se nega a obedecer, que não sabe esperar pela gratificação dos desejos, que faz birra e agride quando é frustrada. É um animal selvagem indomado. Aspectos positivos da CR: é graças à ela que somos capazes de no rebelar quando tentam nos impor a submissão de forma indevida. É a CR que se revolta contra as injustiças, contra o autoritarismo, contra as atitudes ditatoriais e o abuso de poder, seja dos pais, professores e futuramente dos patrões, chefes e governantes. Por isto os grevistas são tão barulhentos, eles se encontram naquele instante no estado de Criança Rebelde. Já os aspectos negativos se referem à resistência ao processo normal, necessário, de socialização. É a criança que se nega a tomar banho, que não quer alimentar-se nas horas certas, que não aceita limites. É o adulto que resiste a cumprir horários, que reluta em assumir compromissos e responsabilidades, que não cumpre seus deveres. O caso extremos são as personalidades anti-sociais, os psicopatas e criminosos.
PEQUENO PROFESSOR (PQP):
Esta instância é o germe do Adulto na criança. O PqP é curioso, intuitivo, criativo, tem um impulso natural para explorar o mundo, levantar e resolver problemas. O PqP começa a se manifestar desde os primeiros meses de idade quando a criança começa a experimentar tudo, a querer mexer em tudo, e mais tarde quando começa a querer saber o porque de tudo. É de onde se origina a nossa criatividade inata que é a característica que mais nos diferencia dos demais mamíferos superiores. Inclui a intuição e a curiosidade que são a base de toda a pesquisa e descoberta científicas. Todas as invenções humanas são obra do PEQUENO PROFESSOR instrumentado pelos conhecimentos e capacidade analítica do ADULTO, o qual não possui criatividade própria, nada podendo criar sem a inventividade inata da criança representada pelo Pequeno Professor.
COMENTÁRIO FINAL SOBRE A CRIANÇA:
É importante compreender que o ego Criança não é sinônimo de aspectos imaturos da personalidade. Aquilo que costuma se denominar de imaturidade (ou criancice, na forma pejorativa) está relacionado com os aspectos negativos do estado-de-ego Criança, os quais devem, dentro do possível, ser eliminados da personalidade adulta.
Os aspectos positivos da Criança, ao contrário, são e devem ser mantidos pelo resto da vida. Mais do que isto, a Criança Positiva é a parte mais importante de nossa personalidade, que norteia a construção de nossa identidade. É através da Criança que fazemos as nossas escolhas mais legítimas e genuínas, que decidimos sobre o que realmente nos agrada e desagrada, enfim, sobre o que de fato faz diferença para o nosso sentimento de satisfação com a vida. Uma pessoa feliz é uma pessoa com um ego CRIANÇA saudável.
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Uma compilação dos principais conceitos de Análise Transacional
Fonte: http://www.emotional-literacy.com/corepo.htm
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Compilado pela Força Tarefa em Análise
Transacional, da Comissão de Desenvolvimento da ITAA. Principais conceitos -
Claude Steiner, Presidente. Translated by
Anamaria Cohen
A Análise Transacional é: 1.) uma teoria psicológica de fácil compreensão, ainda que sofisticada, sobre o pensamento, os sentimentos e o comportamento das pessoas; 2.) um sistema de psicoterapia contemporâneo e eficaz; uma análise educacional, organizacional e sociocultural e uma psiquiatria social.
ESTADOS DE EGO E TRANSAÇÕES: As interações entre as pessoas são denominadas transações. Qualquer transação tem duas partes: o estímulo e a resposta. As transações individuais geralmente são parte de um conjunto maior. Alguns destes conjuntos ou seqüências transacionais podem ser diretos, produtivos e saudáveis ou podem ser indiretos, improdutivos e doentios.
Quando as pessoas interagem, elas o fazem a partir de três diferentes estados de ego. Um estado de ego é uma maneira específica de pensar, sentir e comportar-se e cada estado de ego tem sua origem em regiões específicas do cérebro. As pessoas podem comportar-se a partir de seu estado de ego Pai, de seu estado de ego Criança ou a partir de seu estado de ego Adulto. As nossas ações sempre advêm de um destes três estados de Ego.
A. CRIANÇA. Quando estamos no estado de ego Criança, agimos como a criança que já fomos um dia. Não estamos apenas representando; mas pensamos, sentimos, percebemos, ouvimos e reagimos como uma criança de três, cinco ou oito anos de idade. Os estados de ego são estados do ser totalmente experienciados, e não, apenas papéis. Quando a Criança é raivosa ou amorosa, impulsiva, espontânea ou brincalhona denomina-se Criança Natural. Quando está pensando ou é imaginativa, criativa denomina-se Pequeno Professor. Quando sente medo, culpa ou vergonha denomina-se Criança Adaptada. A Criança sente todas as emoções: medo, amor, raiva, alegria, tristeza, vergonha, etc. Geralmente, a Criança é responsável pela maior parte dos problemas das pessoas, pois é auto-centrada, emotiva, poderosa e resiste à repressão decorrente do crescimento.
Na Análise Transacional (AT), a Criança é vista como fonte da criatividade, recreação e procriação, a única fonte de renovação na vida. A Criança pode ser observada nas crianças por extensos períodos, mas também nos adultos, em situações onde as pessoas têm permissão de liberar a Criança, como nos eventos esportivos ou festas. A Criança aparecerá em breves períodos em outras situações, tais como reuniões de diretoria, salas de aula ou sérias discussões, onde não é de forma alguma desejada. Pode dominar completamente, na sua forma mais indesejável, a vida de uma pessoa, como nos casos de pessoas emocionalmente perturbadas: confusas, deprimidas, loucas ou drogadas. A Criança praticamente as levará à auto-destruição, com comportamento descontrolado. A Criança também pode aparecer por longos períodos, na forma de depressão ou dor, como no caso de pessoas que sofreram uma grande perda.
O PAI. O Pai é como um gravador. É uma coleção de códigos de vida preconceituosos, pré registrados e pré-julgados. Quando uma pessoa está no estado de Ego Pai, ela pensa, sente e comporta-se como um de seus pais ou substituto. O Pai decide, sem fundamentação, como reagir a situações, o que é bom ou mau e como as pessoas deveriam viver. O Pai julga a favor ou contra e pode ser controlador ou apoiador. Quando o Pai é controlador denomina-se Pai Crítico. Quando é apoiador, denomina-se Pai Nutritivo. Um estado de ego pode dominar uma pessoa, chegando até a excluir os outros dois. Um exemplo disto é o Pai Crítico ou Nutritivo exclusor, que ocorre quando uma pessoa é incapaz de usar sua Criança ou Adulto. Esta pessoa ficará em grande desvantagem, pois os três estados de ego devem estar disponíveis, sempre que necessário, para o bom funcionamento do ser humano. Com um Pai exclusor como o único estado de ego operante, uma pessoa tem que viver sem o benefício de seu Adulto ou Criança, sendo assim privada de dois terços de seu potencial humano. O Pai usa velhos registros para resolver problemas, permanecendo, assim, 25 anos atrás no tempo ( embora possa estar 250 ou 2500 anos atrás), sendo útil quando não há informação disponível no Adulto ou quando não há tempo para usar o Adulto para pensar. A Criança, por outro lado, criará novas soluções baseadas na intuição, mas essas soluções não são tão confiáveis quanto aquelas baseadas em decisões Adultas.
O ADULTO. Quando no estado de ego Adulto, uma pessoa funciona como um computador humano. Opera, baseada em dados que coleta, armazenando ou usando para tomar decisões, de acordo com um programa lógico. Quando no estado de ego Adulto, a pessoa usa o pensamento lógico para resolver problemas, certificando-se de que a Criança ou o Pai não contaminem o processo. Poderemos, então, concluir que as emoções não são boas? Isto somente significa que, a fim de sermos racionais e lógicos, precisamos ser capazes de separar-nos de nossas emoções. Não significa que ser racional e lógico é a melhor maneira de estar todo o tempo. Na realidade, da mesma forma que um Pai exclusor produz um ser humano incompleto, um Adulto exclusor tem o mesmo efeito fatal nas pessoas. Pode-se também objetar: "Eu sou um adulto e tenho emoções!" e está certo. Ser maduro ou adulto não é o mesmo do que estar no estado de ego Adulto. Crianças pequenas podem estar em seu Adulto e adultos bem equilibrados usam seu Pai ou Criança todo o tempo. O Adulto computa todos os dados com que é alimentado. Se os fatos estiverem atualizados, então as respostas do Adulto serão oportunas e mais eficazes do que a solução do Pai. Se os fatos estiverem incorretos, o computador do Adulto produzirá respostas incorretas. Uma função muito importante do Adulto é predizer resultados e fornecer uma crítica fundamentada em fatos sobre a eficácia do comportamento das pessoas na busca de seus objetivos. Esta função crítica, fundamentada em fatos, é diferente da função baseada em valores, do Pai Crítico. Algumas vezes, o Adulto usa informações que têm sua origem na Criança ou no Pai, e que podem estar incorretas. Isto é conhecido como contaminação. Quando a contaminação procede do Pai, é chamada de preconceito. Por exemplo, quando alguém pressupõe que as mulheres preferem seguir a orientação de um homem, em vez de tomar suas próprias decisões - estes dados são enviados para o Adulto, a partir do Pai, sendo uma contaminação, pois são aceitos como fatos, sem checar com a realidade. A mesma aceitação de informação, sem checar com a realidade, pode ocorrer com informações alimentadas pela Criança, denominadas ilusões. Geralmente, uma ilusão é fundamentada num medo ou esperança que é aceita como realidade pelo Adulto. Por exemplo, quando uma pessoa está convencida de que está sendo envenenada pelo governo, isto se baseia provavelmente nos medos da Criança aceitos pelo Adulto, a despeito dos fatos. Um procedimento extremamente importante em Análise Transacional é a descontaminação do Adulto.
VOZES NA CABEÇA. Como você pode lembrar-se, o estado de ego Pai assemelha-se a um gravador, repleto de afirmações pré-julgadas, preconceituosas e pré-programadas. Estas afirmações "gravadas" podem permanecer ativadas, enquanto estamos em nosso Adulto ou Criança e, assim, podemos realmente ouvi-las como "vozes em nossas cabeças". As gravações parentais podem ser boas ou más, dependendo de qual "Pai" está no comando. Em outras teorias da personalidade, as vozes prejudiciais do Pai Crítico são conhecidas como o severo superego, diálogo interno negativo, armadilhas cognitivas, baixa auto-estima, protetor punitivo ou expectativas catastróficas. O Pai Crítico pode fazer afirmações depreciativas, tais como: "Você é mau, estúpido, feio, louco e doente, em suma, você é um fracassado, Não-OK." O Pai Nutritivo ama a Criança incondicionalmente e diz coisas do tipo: "Eu te amo", "Você é um vencedor," "Você é inteligente", "Você é uma princesa" ou "Você é linda". O Pai Crítico algumas vezes controla a Criança, impedindo-a de sentir-se bem a respeito de si mesma. Se a Criança deseja ser amada, o Pai Crítico diz: "Você não merece". Se a Criança deseja dar amor, o Pai Crítico pode dizer: "Isto não é desejável". Se a Criança está insatisfeita num emprego onde é mal remunerada, o Pai Crítico poderá dizer: "Isto é o melhor que você pode conseguir, pois você é preguiçoso". Se a Criança surge com uma nova idéia que se contrapõe a antigos pontos-de-vista, o Pai Crítico poderá responder: "Você deve estar louco por pensar dessa forma". O Pai Crítico pode fazer as pessoas sentirem-se Não-OK e forçá-las a fazer coisas que elas não querem fazer. Para prevenir-se contra o Pai Crítico, as pessoas precisam aprender a desenvolver o Pai Nutritivo, o Adulto e a Criança Natural. Por meio de um egograma, podemos demonstrar as forças relativas dos estados de ego de uma pessoa, a qualquer tempo. Isto é muito útil para diagramar o modo como as pessoas mudam no decorrer do tempo; especialmente para verificar como elas diminuem seu Pai Crítico e aumentam seu Pai Nutritivo, Adulto ou Criança.
TRANSAÇÕES COMPLEMENTARES, CRUZADAS E ULTERIORES. As transações ocorrem quando alguém se relaciona com uma outra pessoa. Cada transação é formada de um estímulo e de uma resposta e as transações podem proceder do Pai, Adulto ou Criança de uma pessoa, para o Pai, Adulto ou Criança de uma outra pessoa.
Transações Complementares e Cruzadas: Uma transação complementar envolve um estado de ego de cada pessoa. Numa transação cruzada, a resposta transacional dirige-se a um estado de ego diferente daquele que emitiu o estímulo. A comunicação entre duas pessoas pode continuar, quando as transações são complementares. As transações cruzadas são importantes porque interrompem a comunicação. Seu conhecimento é útil, pois auxilia os analistas transacionais a compreenderem "como" e "por quê" a comunicação é interrompida. A regra é a seguinte: "sempre que ocorrer" uma interrupção na comunicação, uma transação cruzada a provocou". Um tipo muito importante de transação cruzada é a desqualificação. Neste caso, a pessoa, ao dar uma resposta, desconsidera completamente o conteúdo de um estímulo transacional. As desqualificações nem sempre são óbvias, mas são sempre perturbadoras para a pessoa que as recebe e, quando repetitivas, podem perturbar gravemente o receptor.
Transações ulteriores: As transações ulteriores ocorrem quando as pessoas falam uma coisa e querem dizer outra. As transações ulteriores são a base dos jogos psicológicos, sendo especialmente interessantes porque são enganosas. Possuem um nível social ( aparente) e um nível psicológico (oculto, ulterior}. É importante conhecer a diferença entre o nível social e o oculto pois, a fim de compreender e predizer o que as pessoas farão, o nível oculto fornecerá mais informação do que o nível aparente. A razão pela qual falamos uma coisa, quando queremos dizer outra, é que geralmente sentimos vergonha dos desejos e sentimentos de nossa Criança ou de nosso Pai. Contudo, agimos segundo esses desejos e expressamos aqueles sentimentos, enquanto fingimos estar fazendo uma outra coisa. Por exemplo, podemos usar um sorriso de sarcasmo, em vez de uma expressão direta da raiva ou, quando estamos assustados, podemos contra-atacar, em vez de admitirmos nossos medos. Quando queremos atenção ou amor, freqüentemente fingimos indiferença, e temos dificuldade de dar ou aceitar amor. De fato, como nossas vidas estão imersas em meias verdades e decepções, pode acontecer de não sabermos mais o que nossa Criança realmente deseja. Como também não podemos esperar que as pessoas sejam totalmente honestas, nunca poderemos realmente saber se confiamos naquilo que elas dizem. Os analistas transacionais encorajam as pessoas a serem honestas umas com as outras e consigo mesmas, sobre seus desejos e sentimentos, em vez de desonestas e dissimuladas. Desta maneira, as pessoas podem descobrir o que elas necessitam, bem como pedir por isso e, se possível, como consegui-lo.
CARÍCIAS: A carícia é o reconhecimento que uma pessoa dá à outra. As carícias são essenciais à vida de uma pessoa. Sem elas, dizia Berne, "a espinha dorsal secará". Foi demonstrado que recém-nascidos necessitam carícias físicas reais a fim de sobreviver. Os adultos pode arranjar-se com menos carícias físicas, pois aprendem a trocar carícias verbais: carícias positivas, como elogios ou expressões de apreciação ou carícias negativas, como julgamentos negativos ou depreciações. Assim, a troca de carícias é uma das coisas mais importantes que as pessoas podem fazer em suas vidas.
JOGOS: O aspecto fundamental dos jogos é que eles são trocas desonestas e dissimuladas de carícias. Um jogo é uma série repetitiva de transações ulteriores, com um começo, meio, fim e benefício final. O benefício final é uma vantagem oculta que motiva o jogador a participar do jogo. A Análise Transacional tornou-se um modismo nacional, nos anos 60, devido ao sucesso do livro de Eric Berne "Os jogos da Vida", que se tornou um best-seller. Nesse livro, ele designou nomes atraentes ( "Agora te peguei", "Chute-me", "Só estou tentando te ajudar") para diferentes jogos. Por exemplo, quando Jane joga "Por que não...Sim, mas...", ela pede conselhos para alguém, mas rejeita cada sugestão, de tal forma que todos ficam exasperados. É o tipo de conversação que ocorre repetitivamente, principalmente nos grupos de terapia. É indireta e oculta: no nível social, parece uma conversação entre uma pessoa no estado de ego Adulto, fazendo uma pergunta para uma ou mais pessoas que também estão em seus estados de ego Adulto. O que a torna um jogo, é que nenhuma das sugestões são realmente aceitas. A razão para isto é que, a nível psicológico, o mais significativo, o que está realmente acontecendo é que Jane pode até precisar de conselhos, mas precisa muito mais de carícias. Como estas carícias estão sendo dadas de forma indireta, não são tão satisfatórias quanto seriam as carícias diretas. Assim, o jogo termina num clima de frustração.
BENEFÍCIOS FINAIS: Há três diferentes níveis de benefícios finais dos jogos: 1- O benefício final biológico dos jogos são as carícias. Mesmo que os jogos terminem sempre mal, todos os jogadores conseguem uma quantidade razoável de carícias, tanto positivas quanto negativas, além do benefício de jogá-los. 2- O benefício final social de um jogo é a estruturação do tempo. As pessoas são capazes de preencher o tempo que, de outra forma, poderia ser enfadonho e depressivo, com uma atividade excitante. 3- O benefício final existencial de um jogo é a maneira como o jogo confirma a posição existencial de cada jogador.
POSIÇÃO EXISTENCIAL: No processo de desenvolver uma identidade, as pessoas definem para si mesmas, cedo na vida, qual o significado de sua existência. Algumas pessoas decidem que são OK e que terão uma boa vida, mas muitas outras decidem que não são OK e que fracassarão de alguma forma. Esta expectativa, baseada numa decisão de como será a vida, é sua posição existencial. As pessoas podem sentir-se OK ou não OK sobre si mesmas e sobre os outros, de modo que há quatro posições existenciais: "Eu estou OK/ Você está OK"; "Eu estou OK/ Você não está OK"; "Eu não estou OK/ Você está OK"; e, finalmente, "Eu não estou OK/ Você não está OK". Por exemplo, no jogo "Por que não...Sim, mas..." a posição existencial de Jane é "não tem solução", de tal forma que toda vez que o jogo é jogado, reforça aquela posição e justifica a depressão posterior. Os jogos são sempre jogados com responsabilidade e interesse por todos que nele estão envolvidos. A fim de manter sua posição existencial, Jane encontrará pessoas que jogarão o jogo com ela. Todos os jogadores são igualmente importantes e todos obtêm seu benefício final como resultado do jogo. Ao participar do jogo, eles também acreditam que terminará em fracasso. Eles desejam obter carícias, mas não ficarão surpresos quando Jane rejeitar todos os seus conselhos e, como conseqüência, sentirem-se deprimidos ou aborrecidos, provando a si mesmos que realmente não podem ajudar as pessoas ou que as pessoas não querem ser ajudadas, o que justificará seus maus sentimentos.
A ECONOMIA DE CARÍCIAS: Um dos aspectos danosos do Pai Crítico é que ele possui uma série de regras que governam a troca de carícias (Não dê, Não peça, Não aceite, Não dê a si mesmo). O efeito deste conjunto de normas, chamado "Economia de Carícias" é que as pessoas se impedem de trocar carícias livremente e cuidar de suas necessidades de carícias. Conseqüentemente, muitos seres humanos vivem num estado de fome de carícias e sobrevivem com uma dieta deficiente de carícias, "de um modo semelhante às pessoas que sofrem privação de comida" e despendem uma grande parte de seu tempo e de seus esforços, tentando satisfazer sua fome. As carícias positivas, também chamadas "carinhos quentes", como por exemplo, apertar as mãos ou dizer "eu te amo", provocam na pessoa que as recebe um sentimento de "estar OK". Também existem as carícias negativas, que são as formas dolorosas de reconhecimento, como o sarcasmo, o desprezo, um tapa, um insulto ou dizer "eu odeio você". As carícias negativas fazem as pessoas que as recebem sentirem-se Não-OK. Ainda que sejam desagradáveis, as carícias negativas são uma forma de reconhecimento e evitam que a "espinha dorsal seque". Por este motivo, as pessoas preferem uma situação onde recebam carícias negativas, a uma situação de ausência de carícias. Isto explica por quê as pessoas parecem magoar-se intencionalmente em seus relacionamentos. Não é porque "apreciem magoar-se" mas, ao não obterem reconhecimento positivo, escolhem as carícias negativas dolorosas a não terem nenhuma carícia. As pessoas podem aprender a trocar carícias livremente, a abrir seus corações, a pedir e dar carícias sem vergonha ou constrangimento. Diferentes carícias atraem diferentes pessoas e cada um tem seus desejos especiais, secretos. Há diversos tipos de carícias positivas: as carícias físicas e as verbais. As carícias físicas podem ser abraços, beijos, segurar a mão, carinhos fortes ou leves, sexuais, sensuais ou só amigáveis, protetores ou levemente sedutores, etc. As carícias verbais podem ser dadas com relação à aparência de alguém: seu rosto, corpo, postura ou movimentos; ou a respeito da personalidade de uma pessoa: sua inteligência, natureza amorosa, sensibilidade ou coragem. De qualquer forma, as pessoas necessitam e merecem carícias e se as pedirem, freqüentemente encontrarão outras pessoas que possuem exatamente as carícias que elas necessitam e estão dispostas a oferecê-las.
RITUAIS, PASSATEMPOS, JOGOS, INTIMIDADE, ATIVIDADE. Há cinco formas de estruturar o tempo para conseguir carícias: 1.Ritual: é uma troca de carícias pré-estabelecidas e estereotipadas. 2.Passatempo: é uma conversação que gira em torno de um determinado assunto. Passatempos: são mais evidentes em coquetéis e em reuniões familiares. Alguns passatempos mais comuns são: O tempo (Como está calor!), Associação de Pais e Mestres ( Quem levará a comida?), Esportes ( O que você acha de tal time?), Drogas ( A maconha deve ser legalizada?) ou Quem está se divorciando de quem ? 3. Jogos: são repetitivos, séries de transações indiretas com a finalidade de obter carícias. Infelizmente, a maior parte das carícias obtidas nos jogos é negativa. Um jogo é um método ineficiente de obter as carícias desejadas. 4. Intimidade: é uma troca direta e poderosa de carícias que as pessoas anseiam, mas raramente conseguem, pois a Criança sente-se ameaçada devido a experiências dolorosas. A intimidade não é o mesmo que sexo, embora ocorra freqüentemente no sexo. Contudo, o sexo também pode ser um ritual, um passatempo, um jogo ou uma atividade. A atividade tem como resultado um produto. Um bom trabalho resulta na troca de carícias como um efeito adicional. Intimidade e atividade são as formas mais satisfatórias de se obter carícias. Infelizmente, a intimidade é difícil de ser atingida, pois as pessoas são emocionalmente analfabetas; e o trabalho torna-se, geralmente, insatisfatório, quando as pessoas trabalham em isolamento e não obtêm reconhecimento por suas realizações. Ainda assim, as pessoas recorrem a rituais, jogos e passatempos por serem mais seguros, embora sejam formas bem menos satisfatórias de se obter carícias. Por exemplo, um casamento pode ser uma série infindável e aborrecida de rituais, passatempos e jogos. Freqüentemente, isto acontece quando ambos os cônjuges vivem seus scripts de privação de carícias, que impedem que os homens sejam íntimos e emocionais e que as mulheres sejam capazes de usar seu Adulto para pedir e conseguir o amor que desejam.
GRAUS: Os jogos podem ser de diversos graus. Por exemplo, o exemplo acima do jogo "Por que não...Sim, mas..." é a versão mais suave do jogo (primeiro grau), pois é relativamento inofensivo. A versão mais grave (terceiro grau) pode ser jogada por um alcoólatra que responde "Sim, mas..." a cada sugestão do Salvador até o momento de sua morte. Os jogos de terceiro grau envolvem lesão do tecido.
PAPÉIS: Pessoas diferentes representam diferentes papéis nos jogos. Quando uma pessoa está pronta a representar um dos papéis de um jogo, normalmente ela se encontrará representando os demais. Há uma variedade de papéis, mas os três básicos são: Perseguidor, Salvador e Vítima, que podem ser diagramados num triângulo para ilustrar o que acontece. Relações familiares, de casal, entre amigos, no trabalho, nas escolas são baseadas nestes papéis.
TRIÂNGULO DRAMÁTICO: O triângulo dramático pode ser ilustrado pelo Jogo da Adição. Neste jogo, a pessoa dependente ao representar o papel de vítima da adição, da humilhação, do preconceito, da negligência médica e, até mesmo, da brutalidade policial procura e encontra um Salvador. O Salvador representa este papel ao tentar generosa e altruisticamente ajudar o viciado, sem certificar-se de que ele está comprometido com o processo de abandonar as drogas. Após muita frustração, o Salvador fica aborrecido e muda para o papel de Perseguidor, acusando, insultando, negligenciando ou punindo o viciado. Neste ponto, esta pessoa muda de Vítima para Perseguidor, contra-atacando, insultando, tornando-se violenta e criando emergências no meio da noite. O até então Salvador torna-se agora a Vítima no jogo. Este processo de mudança continua indefinidamente ao redor do Triângulo Dramático, como num carrossel. Para evitar o triângulo dramático em psicoterapia, o analista transacional estabelece um contrato no qual a pessoa afirma especificamente o que ele ou ela deseja curar. Isto protege tanto o cliente quanto o terapeuta: o terapeuta saberá exatamente o que a pessoa deseja, e a pessoa conhecerá o que o terapeuta irá trabalhar e quando a terapia estará completa. De qualquer forma, a melhor maneira de evitar o triângulo dramático é não assumir os papéis de Perseguidor, Salvador e Vítima, ao permanecer no estado de ego Adulto.
SCRIPTS: Os analistas transacionais acreditam que a maior parte das pessoas são basicamente OK e somente estão em dificuldades porque seus pais (ou outras pessoas adultas e que têm influência sobre os mais jovens) as expuseram a injunções e atribuições poderosas, com efeitos danosos a longo prazo. As pessoas, logo cedo, chegam à conclusão de que suas vidas se desdobrarão de uma forma previsível; breve, longa, saudável, doentia, infeliz, feliz, depressiva ou aborrecida, bem sucedida ou fracassada, ativa ou passiva. Quando a conclusão é que a vida será má ou auto-destrutiva, isto é visto como um script de vida. A matriz do script é um diagrama usado para ilustrar os scripts das pessoas. Nele, podemos ver os pais e sua descendência e podemos diagramar as mensagens transacionais- injunções e atribuições- que levaram a criança a abandonar sua posição OK original e substitui-la por uma posição não OK, auto-destrutiva. Quando a vida é dirigida por um script, sempre há períodos nos quais a pessoa parece estar evitando seu destino infeliz. Este período aparentemente normal do script chama-se contra-script. O contra-script está ativo quando o plano de vida infeliz da pessoa dá lugar a um período mais feliz. Contudo, isto é temporário e invariavelmente entra em colapso, dando lugar ao script original. Para um alcoólatra, pode ser um período de sobriedade, para uma pessoa deprimida com um script de suicídio, pode ser um breve período de felicidade que inevitavelmente termina quando as injunções do script tomam posse. Na matriz de José , um viciado em drogas, podemos ver que a injunção do script "Não pense, em vez disso, beba" dirige-se à Criança de José, a partir da Criança de seu pai. Esta poderosa mensagem influencia a vida de José dramaticamente, quando ele segue a injunção de seu pai com relação às drogas em vez do álcool, causando-lhe repetidos episódios de abuso da droga através de sua vida, tanto na juventude quanto na idade adulta. A mensagem do contra-script "Você não deve beber excessivamente" motiva-o a fazer repetidos mas ineficazes esforços para abandonar o abuso de drogas; esta mensagem dirige-se ao estado de ego Pai de José, a partir do estado de ego Pai de seus pais. A mensagem do script: "não pense, em vez disso, beba", vinda do estado de ego Criança dos pais para o estado de ego Criança do filho tem mais influência do que a mensagem Pai-Pai do contra-script para beber moderadamente; assim, as mensagens do script geralmente prevalecem a menos que a pessoa mude seu script. Quando os scripts não mudam, eles passam de geração a geração, como "batatas-quentes", dos adultos para as crianças, numa cadeia ininterrupta de padrões comportamentais tóxicos e desajustados.
DECISÕES: Num ambiente familiar saudável, os pais darão proteção incondicional a seus filhos, a despeito do que eles possam fazer. Quando os pais tornam sua proteção condicional à submissão da criança a suas injunções e atribuições, os filhos estarão propensos a desenvolver um script. Normalmente, as decisões do script são conscientemente tomadas a fim de acompanhar as injunções parentais, mesmo quando se contrapõem aos mais legítimos interesses da criança. Neste ponto, a criança troca sua autonomia pela proteção dos pais para evitar a punição e a crítica. Esta decisão envolve uma mudança da posição "Eu sou OK" para a posição "Eu não sou OK". Também envolve uma decisão sobre as outras pessoas, se elas são OK. Quando as pessoas tomam tais decisões, podem precisar da ajuda de um terapeuta para desfazer-se do script e começar a buscar um curso de vida autônomo ou como afirma Berne: " Terminar este espetáculo e colocar um novo a caminho". Quando os indivíduos são ajudados a voltar a suas experiências precoces de infância, que os levaram a tomar tais decisões e que foram necessárias a sua sobrevivência física e psicológica, mas que os estão prejudicando no presente, eles podem tomar novas decisões, ou seja, redecidir comportar-se diferentemente para ter uma vida mais satisfatória. É possível observar o script de uma pessoa em breves seqüências de comportamento, chamadas mini-scripts, que constantemente simulam e reforçam o script. O fato é que tudo que acontece na vida mental e emocional de uma pessoa reflete-se em seu comportamento. Desta forma, ao estudar as transações entre as pessoas, os analistas transacionais são capazes de compreender as razões de determinados comportamentos, ajudando-as a parar com os jogos psicológicos, a mudar seus scripts e a conseguir o melhor de suas vidas.
SCRIPTS TRÁGICOS E BANAIS: Alguns scripts são trágicos e outros, banais. Os scripts trágicos são altamente dramáticos, como dependência de drogas, suicídio ou "doença mental". Os scripts banais são menos dramáticos, mas muito mais comuns. São os melodramas da vida cotidiana. Geralmente afetam grandes subgrupos de pessoas, como homens, mulheres, grupos raciais ou adolescentes. As pessoas nestes subgrupos são "scriptadas" a viver suas vidas sob determinadas diretrizes: no passado, esperava-se que as mulheres fossem donas-de-casa amorosas e emotivas, não tendo permissão para serem lógicas, fortes ou independentes; os homens deviam ser lógicos, fortes, provedores, não tendo permissão para serem infantis, medrosos, carentes ou francamente amorosos. Um script de vida banal pode ir de mal a pior, quando não se tem alegria, estando sempre endividado, cuidando sempre dos outros e negligenciando a si mesmo. Espera-se que membros de certas nacionalidades ou raças sejam espertos ou estúpidos, honestos ou desonestos, bons atletas ou temerários ou frios, etc. Algumas culturas, incentivam suas crianças a serem competitivas; desta forma, não aprendem a cooperar e a viver umas com as outras. Outras culturas enfatizam somente a cooperação e fazem com que as pessoas mais individualistas sintam-se não OK. Estes scripts culturais podem atingir populações inteiras de forma danosa.
DISFARCES: Um aspecto dos scripts é o benefício final dos jogos: os sentimentos negativos que são acumulados podem eventualmente explodir e conduzir a um desastre emocional. Cada benefício final dos jogos, quando acumulado, pode justificar um divórcio ou conduzir alguém ao suicídio. O fato das pessoas criarem situações que produzem sentimentos negativos de seu script, chama-se disfarce.
PERMISSÃO, PROTEÇÃO E POTÊNCIA: A permissão é um tema muito importante da Análise Transacional. É uma situação na qual o educador ou terapeuta não tem que continuar reforçando o que a pessoa decidiu fazer quando criança. Por exemplo, se foi dito a uma pessoa, que agora se mostra muito tímida, "Não peça nada", uma permissão seria pedir o que deseja ou necessita: "Peça carícias, você as merece". Quando uma pessoa aceita uma permissão que vai contra as exigências parentais e sociais, sua Criança ficará muito assustada. Assim, a permissão é uma parte muito importante da mudança. A proteção é dada ou oferecida pelo professor ou terapeuta, preferencialmente com o apoio de um grupo, a uma pessoa que está prestes a mudar seu script. O terapeuta e o grupo oferecem proteção a alguém, quando dizem "Não se preocupe, tudo sairá bem. Nós apoiaremos e cuidaremos de você, quando estiver assustado(a)". A permissão e a proteção aumentam a potência terapêutica de um analista transacional ao introduzir o Pai Nutritivo na situação. O uso do Pai e da Criança ( quando se faz alguma brincadeira durante a terapia) torna o analista transacional mais eficiente do que o profissional que usa somente um terço de sua personalidade e relaciona-se com os clientes somente com seu Adulto.
CONTRATOS: Os terapeutas de AT trabalham contratualmente, ou seja, fazem acordos sobre qual resultado específico o cliente deseja. Os contratos típicos são "restabelecer-se da depressão", "livrar-se de dores de cabeça", "parar com a dependência do álcool", "ganhar um modo de vida decente" ou "tirar boas notas". Enquanto uma grande parte pode ocorrer durante a psicoterapia, o contrato terapêutico a longo prazo está sempre "no topo", como uma meta diretriz do analista transacional. Ao mesmo tempo, o analista transacional fará contratos a curto prazo, como tarefas de casa, com relação à sobriedade, ao "não suicídio", para ajudar os clientes a atingir inteiramente seus objetivos contratuais. Como as pessoas nascem OK, parece lógico que, com uma ajuda competente, elas possam retornar a sua posição original OK. A capacidade de estar OK está aguardando em cada pessoa, pronta para ser libertada das proibições do script. Os analistas transacionais sabem que, ao esclarecer os contratos terapêuticos, dirigidos a seus objetivos, analisar efetivamente as transações entre as pessoas, dando uma poderosa permissão para as pessoas mudarem e protegendo-as de seus medos, é possível para todos ter uma chance de tornar-se feliz, amoroso e produtivo.
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Análise Transacional
Fonte: (Kátia Ricardi de Abreu) http://katiaricardi.vila.bol.com.br/a.htm#AT
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Foi criada pelo psicanalista Eric Berne. Nascido em 1910, na cidade de Montreal, Canadá, formou-se em Medicina e em 1936 transferiu-se para os Estados Unidos; iniciou sua formação analítica com Paul Federn, completando-a com Erik Erikson. Faleceu em 1970.
Análise Transacional é uma teoria da personalidade, um conjunto de técnicas e uma filosofia de vida. É uma teoria de conduta individual e social, centrada na compreensão, predição e mudança do comportamento humano. Chama-se "Análise", por examinar o comportamento em unidades simples e facilmente compreensíveis e "Transacional", por aplicar essa análise às ações e reações entre as pessoas, denominadas "Transações".
Análise Transacional serve para poder pensar, sentir e atuar em nossa vida com autonomia. Sua filosofia sustenta que nossas condutas inadequadas atuais resultam de uma programação irracional elaborada na infância.
Análise Transacional permite às pessoas, reconhecerem e mudarem essas atitudes prejudiciais para si e para o ambiente, adotando um jeito de ser mais contrutivo, criativo e real.
Eric Berne, seu criador, chamou o aparelho mental de "psique" e as suas exibições funcionais na qualidade de comportamento, de "estados de ego": a maneira observada de ser, decorrente de sentimentos e pensamentos. São eles, "o estado de ego Criança, que corresponde às manifestações típicas da infância, carregadas de impulsos e sentimentos e, na pessoa madura, representa a revivência dessas manifestações com a mesma carga emocional e o mesmo impacto da vivência infantil; o estado de ego Adulto, que com base nas capacidades de percepção, memória e processamento de dados, revela o raciocínio, bem como o cuidadoso interesse na consecução de metas e nas conseqüências prováveis das escolhas feitas; o estado de ego Pai, que é a repetição do comportamento dos progenitores na infância, consistindo em restringir alguém ou dar-lhe apoio"(Caracushansky,1977).
Segundo Kertész (1977), a Análise Transacional é:
Análise Transacional pode ser aplicada na área clínica, organizacional, educacional, nas instituições em geral. Sua clareza de conceitos, objetividade de métodos e brevidade terapêutica, vem "preencher a lacuna existente nas formas de psicoterapia atuais e satisfazer as necessidades de uma sociedade carente de um método que seja, ao mesmo tempo, afetivo, rápido e acessível à maioria da população" (Frutuoso e Tavares,1988).
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O Que é Análise Transacional
Fonte: José Silveira Passos http://www.josesilveira.com/
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Análise Transacional (AT) é uma teoria da personalidade, criada pelo Dr. Eric Berne no final da década de 50. De acordo com a definição da International Transactional Analysis Association (ITAA): "A Análise Transacional é uma teoria da personalidade e uma psicoterapia sistemática para o crescimento e a mudança pessoal". É também uma filosofia de vida, uma teoria da psicologia individual e social. Possui um conjunto de técnicas de mudança positiva que possibilita uma tomada de posição quanto ao ser humano.
Atualmente, a AT tem evoluído e se desenvolvido através das diversas contribuições teóricas e práticas de muitos autores seguidores de Berne e conta também com uma difusão e aplicação em nível mundial.
O termo transacional deveu-se ao interesse que Berne tinha pelo que ocorria entre as pessoas. Daí o estudo, a análise, as trocas de estímulos e as respostas (transações) entre os indivíduos, ser a ênfase dada por Berne ao iniciar as suas pesquisas e observações que culminaram na criação da Análise Transacional (AT).
Além de ter se ocupado primordialmente com o que ocorre entre os indivíduos, Berne contribuiu ainda com excelente modelo de estudo do que ocorre no interior do indivíduo.
Berne dizia: "todos nós nascemos príncipes e princesas, mas às vezes nossa infância nos transforma em sapos". É uma filosofia positiva e de confiança no ser humano: todos nós nascemos bem ("OK"), com capacidade plena para obter sucesso e satisfação de nossas necessidades. A única exceção é quando o indivíduo sofre alguma afecção orgânica grave.
A AT é um modelo de aprendizagem, que veio em substituição ao velho modelo da "enfermidade mental". Berne detestava usar termos médicos complicados, por isso passou a usar uma linguagem fácil, do cotidiano, de tal modo que todos o entendiam. A naturalidade da AT fundamenta-se nas necessidades básicas do ser humano: biológicas, psicológicas e sociais.
Berne buscou formular a sua teoria a partir do que via e ouvia, através do que diziam e faziam os seus clientes. Ele era muito observador da conduta humana, não era adepto de teorias que não pudessem ser demonstradas e colocadas em prática.
A teoria da AT, em quase a sua totalidade, pode ser representada mediante gráficos simples, tais como círculos, triângulos, vetores, quadrados, etc., permitindo, assim, o seu aprendizado através dos conceitos abstratos e, além disso, fornece excelente possibilidade de aprendizado através do canal visual.
A teoria da AT está estruturada através de 10 instrumentos, que aliados ao conhecimento da história pessoal do indivíduo, aos sinais de comportamentos observados e da intuição, permite predizer, com um grau de acerto espantoso, o que acontecerá ao indivíduo, caso ele continue com o seu programa interno. Esse grau de acerto elevado, tanto se verifica no nível individual quanto em grupos e em organizações, facilitando, assim, a prevenção de comportamentos destrutivos e perigosos, possibilitando uma atuação precisa e potente para que não haja uma concretização de tais predições. Isto possibilita uma atuação preventiva tanto por parte do profissional como por parte do cliente, pois em virtude de sua simplicidade permite a compreensão do comportamento próprio e alheio, sem a necessidade de dispêndio de muito tempo e dinheiro para consolidar um diagnóstico preciso, demonstrando desse modo a sua eficácia.
Outro aspecto que considero de muita importância na AT é o fato de sua teoria ser de fácil assimilação, inclusive para os leigos. Uma criança de 8 a 10 anos de idade assimila perfeitamente os seus conceitos. A AT é também de fácil integração com outras teorias psicológicas tais como a Gestalt Terapia, que trabalha com as emoções, as sensações, os diálogos com partes de si mesmo; e ainda pode ser aliada a técnicas corporais, Hipnose, Psicodrama, Biodança, etc., ou seja, é fácil traduzir essas e outras teorias para o modelo transacional. Em outras palavras, como diz R. Kertész descrevendo a facilidade de entendimento da AT: "creio que é o melhor idioma psicológico, porque todos o entendem".
Berne dizia que: "se um observador entra num grupo de terapia transacional, talvez leve algum tempo para distinguir quem seja o terapeuta já que ele não se veste de maneira diferente, age de modo natural e usa o mesmo idioma que os integrantes". Isso enfatiza a sua filosofia igualitária: ninguém é melhor do que ninguém, apenas alguns possuem maiores talentos do que outros, em algum aspecto.
Outra característica da AT é o trabalho contratual. O contrato é um acordo bilateral entre o terapeuta e o cliente, que tem por finalidade alcançar os objetivos propostos. O cliente enumera as mudanças que deseja alcançar e o terapeuta aceita trabalhar com ele facilitando-o atingir as mudanças desejadas.
O objetivo último da AT é levar o indivíduo a alcançar a Autonomia de Vida. Entende-se por Ser Autônomo o indivíduo que tem o controle de sua própria vida, aceita a responsabilidade de seus próprios sentimentos, pensamentos e comportamentos, além de abdicar-se de padrões inadequados para viver no aqui-e-agora. Tudo isso pode ser obtido através da recuperação de três capacidades: consciência, espontaneidade e intimidade. Essas três capacidades são inatas no ser humano, entretanto algumas vezes ficam limitadas devido a situações estressantes ou traumáticas que sofremos em nossa infância.
Os dez instrumentos da AT são os seguintes:
1) Os Estados
de Ego ou Estados do Eu - definidos por Berne como: "um estado de Ego pode ser descrito
fenomenologicamente como um sistema coerente de sentimentos relacionados a um
dado sujeito e operacionalmente como um conjunto de padrões coerentes de
comportamento; ou ainda do ponto de vista pragmático, como um sistema de
sentimentos que motiva um conjunto de padrões de comportamentos afins".
É uma estrutura tripartida, cujas partes são designadas de Estado de Ego Pai,
Estado de Ego Adulto e Estado de Ego Criança (P, A e C). É como a nossa
personalidade está formada. É a nossa estrutura interna. Portanto, trata-se do
relacionamento intrapessoal. Entenda o que acontece e quem manda em sua cabeça
conhecendo a teoria e a prática da Análise Transacional.
2) Transação - é a unidade de ação social, que envolve um estímulo e uma resposta. É como nos comunicamos uns com os outros. Trata-se, por conseguinte, do relacionamento interpessoal. Saiba como manter um relacionamento saudável com o seu par, na família, no trabalho, no social, etc., descobrindo e praticando as leis da comunicação da Análise Transacional.
3)
Estruturação do Tempo - o
ser humano, desde o seu nascimento até a sua morte, tem a necessidade de
preencher esse vazio que existe em sua vida: o tempo. Existem seis maneiras do ser
humano estruturar o seu tempo: quatro delas possuem dois aspectos, um positivo
e um negativo; as outras duas - uma só possui aspectos negativos e outra só
aspectos positivos.
A maneira como uma pessoa estrutura o seu tempo poderá leva-lo à morte precoce
ou a viver por muitos anos. Descubra, com a Análise Transacional, como você
está estruturando o seu tempo.
4) Carícias
(Strucks) - constitui
uma das fomes básicas do ser humano. A partir do conceito de Carícias podemos
entender por que determinadas pessoas, por exemplo, estão sempre
"metendo-se" em situações desagradáveis, situações difíceis, etc.
Por tratar-se de uma fome básica do ser humano, todos nós necessitamos de
Carícias. O grande problema é como buscamos as Carícias que necessitamos em
nosso dia a dia. Você busca as Carícias Positivas que necessita para o seu dia?
Ou você busca Carícias Negativas porque não sabe buscar as Carícias Positivas?
Na AT você terá estas respostas que são de fundamental importância para uma
vida saudável. Aprenda Análise Transacional e viva bem.
5) Emoções - uma das valiosas contribuições de Berne foi a divisão das emoções em duas categorias: Emoções Autênticas e Falsas Emoções (Rackets em inglês, Rebusque em espanhol). Esta divisão facilitou em muito o entendimento das doenças psicossomáticas e por conseguinte o seu tratamento e, principalmente, como evitá-las. Faça um reaprendizado emocional consciente e troque as falsas emoções por emoções autênticas, utilizando o seu poder interior que a Análise Transacional poderá lhe ajudar a redescobrir
6) Posição
Existencial - é a
forma como percebemos a nós mesmos em relação às outras pessoas. São juízos de
valores ou conceitos de si mesmo e dos demais adquiridos na infância, através
de tomada de decisões, muitas vezes, imaturas e irracionais, uma vez que são
baseadas nas condições precárias de criança para raciocinar e pensar
objetivamente diante da realidade.
É a janela através da qual vemos a nós mesmos e os demais que estão à nossa
volta. É uma posição de vida que tomamos em nossa infância, que foi
"OK" para a nossa sobrevivência naquela época e realidade em que
vivíamos, porém hoje é possível que a nossa realidade seja completamente
diferente daquela, entretanto é possível que estejamos continuando a ver o
mundo através daquela mesma janela. Saiba como mudar a visão de si mesmo e do
mundo, praticando e atuando dentro da filosofia da Análise Transacional.
7) Jogos
Psicológicos - é
uma maneira negativa do ser humano estruturar o seu tempo. Os Jogos
Psicológicos são constituídos por uma série de lances com uma cilada ou
"truque" no meio e com um final previsível. A partir do entendimento
do conceito dos Jogos Psicológicos você será convidado a dar-se conta de quanto
tempo está perdendo de sua vida praticando-os.
Por que jogamos? O que fazer para não entrarmos em Jogos Psicológicos? A estas
e outras perguntas você encontrará as respostas conhecendo a teoria e a prática
da Análise Transacional.
8) Script de
Vida - também
chamado de Argumento de Vida, é um plano inconsciente de vida ou ainda um
programa em marcha, que o indivíduo desenvolve na primeira infância sob
influência parental e que irá dirigir a sua conduta nos aspectos mais
importantes de sua vida.
As mensagens parentais, chamadas mandatos, são enviadas pelos pais (ou substitutos),
normalmente, de forma não verbal e recebidas como ordens pelos filhos, que
freqüentemente decidem obedecer por não possuírem outras informações.
Existem muitos mandatos, dentre eles: "não viva", "não
sinta", "não pense", "não cresça", "não seja você
mesmo", "não faça", "não consiga"
("fracasse"), etc. Lembrando que os mandatos agem por toda uma vida
sem que o indivíduo tenha consciência da existência dos mesmos. Os pais ou
substitutos, por sua vez, também não têm consciência que estão transmitindo
tais mensagens. Portanto, tudo fica perfeitamente "camuflado". Às
vezes alguns indivíduos apenas suspeitam que existe "algo errado" em
sua vida... mas... fica por isso mesmo.
Saiba que o mais importante de tudo é que isso pode ser mudado. Para tanto,
conheça e pratique os conceitos da Análise Transacional.
9) Miniscript
de Vida - também
chamado de miniargumento, é uma seqüência de condutas observáveis, segundo a
segundo, que numa tentativa de livrar o indivíduo de seu Script de Vida,
termina por "empurrá-lo" cada vez mais para dentro dele.
Essas condutas observáveis são impulsionadas pelos comportamentos de
Compulsores, assim chamados por induzir aos comportamentos inadequados.
Saiba como evitar os comportamentos de Compulsores estudando e praticando
Análise Transacional.
10) Dinâmica
de Grupo – grupo,
de acordo com Berne, " é qualquer agregação social com um limite externo e
pelo menos um limite interno". O autor desenvolveu a sua própria teoria de
grupo, tanto para área clínica como para a área organizacional.
Saiba como um grupo de Análise Transacional pode ser útil para ajudar a
melhorar a sua vida.
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O Prof. Dr. Alípio Ramos Veiga Neto é professor universitário de marketing e psicologia do consumidor. É professor de mestrado e pesquisador em Segmentação Psicográfica, Comportamento de Consumidores e Negociação. Doutor em Psicologia do Consumidor e Mestre em Psicologia Educacional pela PUC-Campinas tem pós-graduação em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM. É consultor de marketing educacional e desenvolvimento da pesquisa científica em universidades de vários Estados do Brasil. Conta com inúmeros artigos e publicações em periódicos científicos. Desenvolve pesquisas, realiza palestras e treinamentos em aplicação de estratégias de marketing com orientação societal. |